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Direitos humanos ·

Transcidadania: cuidado e direitos no mesmo lugar

Com apoio do mandato de Fabrício e participação de instituições e movimentos, mutirão aproximou a população trans de serviços de cidadania em Goiânia.

Participantes do mutirão posam com um tecido estampado do Grupo Malunga
Registro do Mutirão Transcidadania publicado pelo Grupo de Mulheres Negras Malunga em março de 2026. Foto: acervo Malunga.

Ter o nome respeitado e encontrar orientação quando se precisa de um serviço público são questões concretas de cidadania. Em Goiânia, o Mutirão Transcidadania integrou a programação da Semana da Visibilidade Trans de 2026, com apoio do mandato de Fabrício Rosa e participação de uma rede de instituições e movimentos.

A atividade foi anunciada para 30 de janeiro, na Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos. A programação reuniu orientação sobre retificação de prenome e gênero pela Defensoria Pública, ações em saúde e assistência social e atendimento da Ouvidoria de Combate a Crimes Raciais e de Intolerância da Câmara.

O Grupo de Mulheres Negras Malunga publicou posteriormente um registro do mutirão, destacando o cuidado, a escuta e o respeito como parte da mobilização. A organização relacionou sua participação à construção de redes de acolhimento e à defesa de acesso à saúde, à educação, à assistência social e a direitos.

Esse olhar reconhece pessoas trans como protagonistas de sua própria vida. No relato do Malunga, o acolhimento está ligado à possibilidade de existir com dignidade e sem violência. A presença de diferentes organizações no mesmo esforço dá dimensão coletiva à iniciativa, que reuniu serviço público e mobilização social.

Um dos temas da programação, o reconhecimento do nome e do gênero, possui regulamentação nacional. O Código Nacional de Normas da Corregedoria de Justiça disciplina a alteração no registro civil para pessoas trans maiores de 18 anos, observados os requisitos previstos. O atendimento de orientação ajuda a aproximar esse direito de quem tem dúvidas sobre como exercê-lo.

A semana também teve um sarau anunciado para 31 de janeiro, no Instituto Rizzo, com cineclube, debate e artistas trans. A proposta cultural foi promovida pelo mandato com organizações parceiras, dando espaço à criação e à visibilidade para além da oferta de serviços.

No registro do mutirão, a cidadania aparece como cuidado construído em conjunto. O apoio de Fabrício se somou ao trabalho das instituições e dos movimentos, aproximando a defesa de direitos das necessidades apresentadas pela comunidade.

Por Equipe do site Fabrício Rosa

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