Direitos humanos ·
Enfrentar o tráfico de pessoas é proteger sonhos e liberdade
Nas rodovias e no debate público, Fabrício defendeu atenção às vítimas e uma rede capaz de prevenir a exploração. Uma história de atuação que antecede o mandato.

Querer um trabalho melhor, estudar ou construir uma vida em outro lugar é um desejo legítimo. Em uma entrevista à UFG, em 2017, Fabrício Rosa chamou atenção para o modo como redes de exploração se aproveitam desses sonhos. Sua defesa era ouvir as pessoas, reconhecer as situações de vulnerabilidade e melhorar a resposta das instituições.
Na mesa-redonda publicada pelo Jornal UFG em 31 de outubro, Fabrício participou como integrante do comitê estadual de enfrentamento ao tráfico de pessoas e presidente da comissão de direitos humanos da PRF em Goiás. O debate reuniu também representantes da Polícia Civil e do Projeto Resgate Brasil, aproximando experiências da investigação, da proteção e do acolhimento.
Fabrício destacou que o aliciamento pode partir de alguém próximo, em quem a pessoa confia. Também abordou as dificuldades do retorno: enfrentar dívidas, preconceito e rompimentos familiares pode tornar a reconstrução da vida especialmente difícil. Naquela conversa, o cuidado com quem sofreu a violência ocupou lugar tão importante quanto a responsabilização dos exploradores.
Esse trabalho já aparecia em uma operação realizada em Goiás em novembro de 2013. Segundo registro divulgado pelo Ministério Público, cerca de 60 agentes de diferentes instituições participaram de uma ação da PRF voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes e ao tráfico de pessoas. Fabrício, então coordenador da comissão de direitos humanos, explicou o levantamento de 18 estabelecimentos vulneráveis às margens da BR-153, em Aparecida de Goiânia.
A atuação reuniu PRF, Polícia Civil, conselhos tutelares, equipes do Juizado da Infância e Ministério Público. O registro mostra a necessidade de conectar a abordagem policial à rede de proteção. Também ajuda a compreender uma experiência que Fabrício levou ao debate público anos depois: identificar uma possível violência exige instituições preparadas para acolher e encaminhar.
Hoje, essa articulação integra o IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, com vigência de 2024 a 2028. Coordenado pelo Ministério da Justiça, o plano organiza ações de prevenção, assistência às vítimas, cooperação e responsabilização, com participação de órgãos públicos e sociedade civil.
A trajetória de Fabrício nessa pauta aproxima experiência profissional e defesa de direitos. O compromisso que atravessa esses registros é permitir que as pessoas busquem uma vida melhor com liberdade e proteção, e que encontrem apoio quando essa liberdade é violada.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
Voltar às notícias