Trabalho ·
Trabalho não pode custar a liberdade
Em 2013, Fabrício já participava da articulação goiana contra o trabalho escravo, como representante da PRF na comissão estadual.

Trabalhar não pode significar perder a liberdade. O enfrentamento à exploração de trabalhadores aparece na trajetória de Fabrício Rosa antes de sua chegada à Câmara de Goiânia.
Em 29 de julho de 2013, ele participou de uma reunião da Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo em Goiás, a Coetrae, realizada na OAB Goiás. Fabrício representava a Polícia Rodoviária Federal. O encontro foi registrado pela assessoria da Ordem no dia seguinte.
A discussão tratava da elaboração de um plano estadual para erradicar o trabalho escravo e das diretrizes e do estatuto da comissão. Era uma etapa de construção da articulação entre instituições. Participaram representantes da advocacia, do Ministério Público do Trabalho, da Polícia Civil, de áreas do governo estadual e dos trabalhadores da construção pesada.
O enfrentamento exige reconhecer as diferentes formas de exploração. O artigo 149 do Código Penal abrange trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes e restrição da locomoção por dívida com o empregador. Também alcança retenção de documentos ou vigilância usada para impedir que o trabalhador deixe o local.
A dimensão nacional do problema permanece visível. Em atualização publicada em outubro de 2026, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que mais de 70 mil pessoas haviam sido resgatadas desde 1995. O balanço é da política nacional de fiscalização, conduzida pela Auditoria-Fiscal do Trabalho com parceiros institucionais.
Essas operações também envolvem a cobrança de direitos dos trabalhadores. Segundo o mesmo registro, mais de R$ 171 milhões em verbas salariais e rescisórias foram recebidos durante as ações desde o início da série. A retirada do local de exploração e a garantia de direitos fazem parte de uma resposta pública à violação.
O Ministério orienta que denúncias sejam feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, integrado ao fluxo nacional de atendimento às vítimas. O canal permite encaminhar suspeitas à fiscalização responsável.
Na trajetória de Fabrício, a participação na Coetrae registra uma escolha anterior ao mandato: colocar a experiência na segurança pública em uma articulação voltada à proteção de trabalhadores em Goiás.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
Voltar às notícias