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Trabalho não pode custar a liberdade

Em 2013, Fabrício já participava da articulação goiana contra o trabalho escravo, como representante da PRF na comissão estadual.

Fabrício Rosa, de uniforme da PRF, em um encontro com outras pessoas
Fabrício em evento da PRF, em registro de arquivo de 2025. Foto: acervo do mandato.

Trabalhar não pode significar perder a liberdade. O enfrentamento à exploração de trabalhadores aparece na trajetória de Fabrício Rosa antes de sua chegada à Câmara de Goiânia.

Em 29 de julho de 2013, ele participou de uma reunião da Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo em Goiás, a Coetrae, realizada na OAB Goiás. Fabrício representava a Polícia Rodoviária Federal. O encontro foi registrado pela assessoria da Ordem no dia seguinte.

A discussão tratava da elaboração de um plano estadual para erradicar o trabalho escravo e das diretrizes e do estatuto da comissão. Era uma etapa de construção da articulação entre instituições. Participaram representantes da advocacia, do Ministério Público do Trabalho, da Polícia Civil, de áreas do governo estadual e dos trabalhadores da construção pesada.

O enfrentamento exige reconhecer as diferentes formas de exploração. O artigo 149 do Código Penal abrange trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes e restrição da locomoção por dívida com o empregador. Também alcança retenção de documentos ou vigilância usada para impedir que o trabalhador deixe o local.

A dimensão nacional do problema permanece visível. Em atualização publicada em outubro de 2026, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que mais de 70 mil pessoas haviam sido resgatadas desde 1995. O balanço é da política nacional de fiscalização, conduzida pela Auditoria-Fiscal do Trabalho com parceiros institucionais.

Essas operações também envolvem a cobrança de direitos dos trabalhadores. Segundo o mesmo registro, mais de R$ 171 milhões em verbas salariais e rescisórias foram recebidos durante as ações desde o início da série. A retirada do local de exploração e a garantia de direitos fazem parte de uma resposta pública à violação.

O Ministério orienta que denúncias sejam feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, integrado ao fluxo nacional de atendimento às vítimas. O canal permite encaminhar suspeitas à fiscalização responsável.

Na trajetória de Fabrício, a participação na Coetrae registra uma escolha anterior ao mandato: colocar a experiência na segurança pública em uma articulação voltada à proteção de trabalhadores em Goiás.

Por Equipe do site Fabrício Rosa

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