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A escola também é feita por quem trabalha nos bastidores

Proposta de Fabrício para recesso dos técnicos e administrativos recebeu parecer favorável da relatora; benefício ainda depende da tramitação e de implementação pelo Executivo.

Fabrício fala ao microfone na tribuna da Câmara Municipal de Goiânia.
Fabrício em imagem divulgada pela Câmara na apresentação da proposta de recesso, em junho de 2025. Divulgação/Câmara Municipal de Goiânia.

Uma escola depende de muito trabalho além da sala de aula. Documentação, organização e apoio à rotina educacional passam pelas mãos de servidores técnicos e administrativos. É esse trabalho que Fabrício Rosa busca reconhecer com uma proposta para permitir à Prefeitura conceder recesso remunerado à categoria nos períodos de pausa previstos para o magistério.

Apresentado em junho de 2025, o Projeto de Lei 315/2025 passou por uma revisão do próprio autor. O substitutivo foi incluído no processo em 25 de novembro daquele ano, após apontamentos da Procuradoria da Câmara. A nova versão preserva a autonomia da Prefeitura para instituir e organizar a medida.

O texto prevê compatibilidade com o calendário escolar e continuidade dos serviços essenciais. Quando necessário, a administração poderia organizar escalas de revezamento ou outras formas de manter o funcionamento das unidades. O recesso proposto também não substituiria as férias regulares dos servidores.

A implementação ficaria condicionada à previsão orçamentária, à disponibilidade de recursos e a um estudo de impacto financeiro. A regulamentação do Executivo definiria procedimentos e cargos abrangidos. Assim, a iniciativa apresenta um caminho para o reconhecimento da categoria, sem conceder o afastamento de maneira automática.

Em 25 de agosto de 2026, a vereadora Kátia assinou relatório favorável ao substitutivo na Comissão de Constituição, Justiça e Redação. Ao analisar a proposta, ela destacou o papel dos trabalhadores administrativos na organização das escolas e no suporte à atividade pedagógica. O parecer também reconhece que a qualidade da educação depende do conjunto da comunidade escolar.

O relatório favorável de Kátia é o avanço mais recente registrado no processo, que permanece na Comissão de Constituição, Justiça e Redação. A decisão final do Legislativo e a eventual implementação pela Prefeitura ainda estão pela frente. A proposta busca permitir o recesso, preservando os critérios de organização e orçamento previstos no substitutivo.

A proposta coloca em discussão quem costuma ficar menos visível quando se fala em educação. Ao trazer o recesso para o debate, Fabrício reivindica reconhecimento para profissionais que participam da rotina escolar durante todo o ano. O próximo avanço depende da análise legislativa e das condições previstas para sua eventual adoção pela Prefeitura.

Por Equipe do site Fabrício Rosa

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