Direitos humanos ·
Uma corrente de solidariedade que começou em Goiás
Criada por iniciativa de Fabrício, a campanha Policiais contra o Câncer Infantil aproximou forças de segurança, profissionais de saúde e voluntários do Araújo Jorge.

O gesto é simples: sentar na cadeira e raspar o cabelo para demonstrar apoio. Em Goiânia, ele faz parte de uma mobilização que começou em 2014 e ganhou parceiros pelo Brasil. A campanha Policiais contra o Câncer Infantil nasceu por iniciativa de Fabrício Rosa e se tornou um encontro entre forças de segurança, profissionais de saúde e pessoas dispostas a apoiar crianças e adolescentes em tratamento.
A edição de 2024 teve início em 31 de outubro, no Banco de Sangue do Hospital de Câncer Araújo Jorge. Policiais, colaboradores e voluntários participaram de doações de sangue. No lançamento, Fabrício contou que havia buscado referências de ações realizadas por polícias de outros países e encontrado inspiração em uma experiência canadense. Segundo a reportagem do Jornal Opção, naquele ano a mobilização já alcançava 35 cidades brasileiras.
A rede reuniu diferentes instituições de segurança, bombeiros, guardas e parceiros da sociedade. Compartilhar informações e incentivar doações eram maneiras de participar. A proposta aproximava a presença pública dos policiais de uma experiência de acolhimento: oferecer tempo, companhia e apoio às famílias que atravessam o tratamento.
Em 28 de novembro, a campanha chegou ao encerramento em Goiânia. O Araújo Jorge registrou uma programação com oficinas de origami, personagens, passeio de ônibus com escolta e sessão de cinema no estacionamento do Serra Dourada. Policiais e colaboradores também participaram do corte de cabelo solidário.
Fabrício esteve na atividade. Ao falar sobre o gesto de raspar a cabeça e acompanhar os ônibus, destacou a intenção de transmitir força e esperança às crianças e suas famílias. Uma ação que ele ajudou a iniciar passou, assim, a depender do envolvimento de muitas mãos para continuar acontecendo.
A chefe do Serviço de Oncologia Pediátrica, Rosemary Gusmão Crocetti, resumiu essa construção: “Precisamos de muitas pessoas abraçando essa causa”. A fala reconhece o papel de quem cuida diariamente, de quem organiza a mobilização e de quem decide se somar a ela.
Na história da campanha, a solidariedade ganhou tarefas concretas: mobilizar doadores, construir parcerias e estar presente. Para Fabrício, essa atuação faz parte de uma trajetória em que segurança pública e defesa da vida precisam caminhar juntas. A força do encontro está nessa rede, construída com o hospital e com pessoas que fizeram do apoio uma ação coletiva.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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