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Trabalho ·

Fabrício cobra proteção aos direitos dos servidores

Cobrança contra a suspensão de benefícios em 2025 integra a defesa de quem mantém os serviços públicos. Regras tiveram mudanças posteriores em 2026.

Fabrício Rosa entre participantes da plenária estadual da CUT em um auditório
Fabrício na 17ª Plenária Estadual da CUT Goiás, em 22 de agosto de 2025. Foto de arquivo: acervo do mandato.

Adicionais, gratificações e licenças fazem parte das condições de trabalho de quem atende a população. Por isso, a suspensão de benefícios dos servidores de Goiânia, no início de 2025, provocou uma cobrança de Fabrício Rosa à Câmara: o Legislativo deveria agir para proteger direitos previstos em lei.

Em ofício ao presidente da Casa, Romário Policarpo, o vereador pediu a edição de um decreto legislativo para suspender os efeitos do Decreto 27/2025, do prefeito Sandro Mabel. A iniciativa foi noticiada em 21 de janeiro daquele ano. Fabrício solicitou que o assunto entrasse na pauta da volta dos trabalhos legislativos, em fevereiro.

O decreto municipal havia estabelecido medidas temporárias de contenção de despesas. Entre elas estavam a suspensão de pagamentos de benefícios e restrições a despesas com licenças quando fosse necessário substituir o servidor. Na justificativa, a Prefeitura sustentou que as medidas buscavam equilíbrio financeiro, continuidade dos serviços e regularidade da folha.

A contestação de Fabrício colocou os direitos dos trabalhadores no centro dessa discussão. No ofício, ele argumentou que vantagens previstas na legislação não poderiam ser afastadas daquela forma e invocou a legalidade, a irredutibilidade de vencimentos e o direito adquirido. Foi um pedido de atuação da Câmara contra o corte; a iniciativa não significava, por si, a suspensão do decreto municipal.

As regras passaram por mudanças posteriores. Em agosto de 2026, o Decreto 151 retirou da suspensão a gratificação por participação em banca ou comissão de concurso. A Prefeitura relacionou a alteração à preparação de concurso da Guarda Civil Metropolitana. Em setembro, o Decreto 163 revogou os dispositivos que suspendiam o Adicional de Incentivo à Produtividade e Qualidade e a Gratificação de Desempenho Institucional, ao regulamentar a gestão por resultados.

O novo regulamento vinculou a gratificação de desempenho a contratos, metas e requisitos específicos. As alterações foram editadas pelo Executivo: não representam restituição automática de todos os benefícios, nem permitem atribuir a mudança diretamente ao ofício de Fabrício. Elas mostram os desdobramentos de uma discussão que afeta a remuneração e a organização do serviço público.

A defesa do trabalho também levou Fabrício à 17ª Plenária Estadual da CUT Goiás, em 22 de agosto de 2025. Realizado no auditório da Adufg-Sindicato, o encontro reuniu 158 delegados, segundo a central. Fabrício participou da mesa de debates, em uma programação que discutiu reforma administrativa, jornada de trabalho e organização sindical.

O encontro aprovou um plano de lutas com contribuições dos representantes sindicais. Na Câmara e no diálogo com essas organizações, a atuação do vereador se aproximou de quem trabalha nos serviços públicos: pessoas cujos direitos precisam ter lugar nas decisões sobre o funcionamento da cidade.

Por Equipe do site Fabrício Rosa

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