Ir para o conteúdo
← Notícias

Fiscalização ·

Fabrício abriu mão do auxílio de R$ 6,9 mil

Depois de votar contra o benefício, vereador formalizou a renúncia. Em janeiro de 2025, ele foi o único parlamentar que não recebeu o valor, segundo levantamento publicado na imprensa.

Plenário da Câmara Municipal de Goiânia, com cadeiras, bancadas e mesa diretora
Plenário da Câmara de Goiânia. Imagem de arquivo publicada pelo Poder Goiás em fevereiro de 2025. Foto: divulgação.

Votar contra um benefício e depois recebê-lo não foi a escolha de Fabrício Rosa. Em 8 de janeiro de 2025, ele comunicou à presidência da Câmara de Goiânia que não queria o auxílio-representação criado no fim do ano anterior. O valor, de cerca de R$ 6,9 mil, correspondia a um terço do subsídio mensal dos vereadores.

A decisão teve consequência no primeiro pagamento daquele ano. Reportagem publicada pelo Poder Goiás em 4 de fevereiro informou que 36 dos 37 vereadores haviam recebido o auxílio em janeiro. Fabrício foi o único que não recebeu. O recorte é o primeiro mês de 2025, quando a nova regra começou a produzir efeitos.

O auxílio entrou na reforma administrativa aprovada em sessão extraordinária de 30 de dezembro de 2024. Fabrício votou contra a matéria, ao lado de Kátia Maria, Aava Santiago e Sargento Novandir. A Lei Complementar 382/2024 criou o pagamento para funções de representação institucional externa, incluindo presidências de comissões, lideranças e outras atribuições do Legislativo.

Pela lei, a verba tem natureza indenizatória e não pode ser paga em duplicidade à mesma pessoa. A destinação depende de ato da presidência da Câmara e de disponibilidade orçamentária. Como presidente da Comissão de Cultura, Fabrício comunicou expressamente sua renúncia ao auxílio previsto no artigo 14, em ofício dirigido a Romário Policarpo, então presidente da Casa.

Na justificativa apresentada à época, o vereador considerou que a remuneração e os recursos já previstos para a atividade parlamentar tornavam o novo bônus desnecessário. “Não precisamos de mais um bônus como esse”, afirmou. Sua crítica mirava a inclusão do benefício dentro de uma proposta de reforma administrativa, em vez de uma discussão própria sobre o pagamento adicional.

A posição se relacionou também com a proposta de abrir o mandato ao acompanhamento público. Em fevereiro de 2025, Fabrício anunciou o Transparência Rosa, pensado para levar a prestação de contas à rua, no encontro das avenidas Anhanguera e Goiás. A iniciativa foi apresentada como espaço para perguntas e explicações sobre a atividade parlamentar. A recusa do auxílio tornou concreta uma escolha sobre os recursos do próprio mandato.

Por Equipe do site Fabrício Rosa

Voltar às notícias