Meio ambiente ·
Parque das Laranjeiras: jardins e convivência em primeiro lugar
Moradores se mobilizaram com apoio de Fabrício. Em abril de 2026, o Ministério Público recomendou preservar áreas verdes e garantir participação da comunidade.

O que cabe nas ruas de um bairro, além dos carros? No Parque das Laranjeiras, moradores defenderam árvores, jardins e lugares de convivência diante de uma proposta de estacionamentos. A mobilização, apoiada por Fabrício Rosa, teve um desdobramento em abril de 2026: o Ministério Público de Goiás recomendou ao Município preservar as áreas verdes.
O debate ganhou as ruas em novembro de 2025. No dia 25, uma manifestação convocada por Fabrício reuniu dezenas de moradores. A proposta discutida previa cerca de 190 vagas, especialmente ao longo da Alameda dos Flamboyants. A justificativa apresentada para a intervenção era atender ao comércio da região, incluindo bares e restaurantes. Para os residentes mobilizados, a mudança ameaçava a vida cotidiana do bairro.
Fabrício também pediu acesso ao processo administrativo da intervenção. Em ofício à Agência Municipal do Meio Ambiente, encaminhado em 24 de novembro, solicitou acompanhar o projeto e manifestou preocupação com a retirada do acesso externo anteriormente dado ao Instituto Plantadores de Água. A posição pública do vereador foi resumida na expressão: “Nosso parque não é garagem”.
A comunidade levou a defesa das áreas verdes a outras ações. Em 29 de novembro, o Instituto Plantadores de Água organizou um plantio simbólico e a coleta de assinaturas pelo arquivamento do projeto. A atividade reuniu moradores, ambientalistas e voluntários. A reivindicação era que as intervenções de infraestrutura considerassem a qualidade ambiental e fossem construídas com participação de quem vive no lugar.
A discussão chegou ao Ministério Público por diversas representações e reclamações da população. No fim de novembro, moradores foram recebidos pela 15ª Promotoria de Justiça de Goiânia. Em 1º de dezembro, o MPGO divulgou a abertura de um procedimento preparatório e a requisição de informações técnicas aos órgãos municipais. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo também foi chamado a analisar os impactos sobre a concepção original do bairro.
Em 15 de abril de 2026, a promotoria recomendou ao prefeito e às secretarias de Infraestrutura e de Engenharia de Trânsito que não realizassem intervenções que suprimissem áreas verdes, jardins, canteiros ou espaços de lazer no setor. A orientação incluiu participação comunitária antes de qualquer reurbanização e preservação da destinação das áreas públicas. O MPGO informou que a medida se apoiava em pareceres técnicos municipais e do CAU-GO.
Naquele acompanhamento, a Secretaria de Engenharia de Trânsito havia informado que o projeto passava por revisão técnica, sem projeto executivo aprovado ou previsão de início das obras. A recomendação é uma atuação preventiva do Ministério Público, com pedido de resposta ao Município sobre seu acolhimento.
A história reúne moradores organizados, atuação parlamentar, mobilização ambiental e fiscalização institucional. Fabrício se somou à defesa de uma escolha sobre a cidade: preservar o espaço coletivo e ouvir a comunidade antes de transformá-lo. O caminho percorrido colocou os jardins e a convivência no centro da discussão sobre o futuro do Parque das Laranjeiras.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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