Direitos humanos ·
Quem chega também constrói Goiânia
Por iniciativa de Fabrício, a Câmara reconheceu o trabalho de Yulexie Brito e Chimuco Bgueve, ligado à cultura venezuelana e à integração de migrantes na cidade.

Goiânia também é feita por quem veio de outro país e construiu aqui relações, trabalho e comunidade. Em 30 de abril de 2025, a Câmara aprovou propostas de Fabrício Rosa para conceder cidadania goianiense a Yulexie Brito e Chimuco Bgueve, reconhecendo trajetórias ligadas à cultura e à integração de migrantes.
No caso de Yulexie, a proposta destacou os serviços à comunidade, a promoção da cultura venezuelana e a integração social no município. Para Chimuco, nascido em Angola, o reconhecimento considerou sua dedicação à assistência e à integração de imigrantes em Goiânia. As duas homenagens foram aprovadas em votação única.
Os reconhecimentos foram formalizados nos Decretos Legislativos 46 e 47, de 30 de abril, publicados no Diário Oficial de 6 de maio de 2025. São homenagens pelos serviços prestados à cidade, que inscrevem as contribuições de Yulexie e Chimuco na memória oficial de Goiânia.
A iniciativa se liga a uma atuação que antecede o mandato. Na apresentação de seus projetos de extensão, a Cátedra Sérgio Vieira de Mello da Universidade Federal de Goiás registra a participação de Fabrício no comitê estadual voltado a migração, refúgio, apatridia, enfrentamento ao tráfico de pessoas e erradicação do trabalho escravo, representando a Polícia Rodoviária Federal.
A universidade também descreve a experiência de Fabrício como professor de direitos humanos em instituições de segurança, discutindo migrações e proteção internacional. É uma trajetória que aproxima o serviço público de debates sobre acolhimento e proteção, sem reduzir quem migra à condição de quem precisa de ajuda.
A rede de extensão apresentada pela UFG reúne ensino de português, apoio jurídico e ações de arquitetura, saúde e formação. Pesquisadores, estudantes, organizações sociais e as próprias comunidades constroem caminhos de acolhimento em diferentes áreas. É nesse trabalho compartilhado que a discussão sobre migração encontra a vida cotidiana da cidade.
Com as homenagens propostas por Fabrício, duas trajetórias ganharam reconhecimento na memória oficial de Goiânia. A cultura venezuelana e o trabalho de integração de migrantes aparecem como contribuições à cidade: parte da vida coletiva construída por pessoas que fizeram daqui seu lugar.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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