Cultura ·
Literatura goiana ganha política de incentivo em lei
Proposta de Fabrício virou a Lei 11.651/2026, com valorização de autores locais e ampliação do acesso à leitura.

Uma biblioteca também pode ser um lugar de encontro com as histórias que nascem perto de casa. Dar mais espaço a essas vozes é o caminho aberto pela Política Municipal de Incentivo à Literatura Goiana, proposta por Fabrício Rosa e sancionada em 22 de junho de 2026. A Lei 11.651 reconhece a produção local e aproxima a valorização de quem escreve da formação de novos leitores.
O percurso passou pelo Projeto de Lei 256/2024. Em 21 de maio de 2026, a Câmara de Goiânia aprovou o texto em segunda votação e o encaminhou ao Executivo. Na proposta apresentada pelo vereador, a defesa da identidade cultural vinha acompanhada de uma preocupação prática: facilitar o encontro do público com livros, escritores, prosa e poesia produzidos em Goiás.
A sanção deu a essa iniciativa uma base permanente na legislação municipal. Entre as medidas estão o estímulo a clubes de leitura, oficinas e encontros com escritores. As bibliotecas públicas municipais deverão manter seções de autores goianos, com conservação e divulgação das obras. Assim, a produção local ganha um lugar próprio nos acervos da cidade.
Nas escolas municipais, a lei recomenda obras de autores goianos e preserva a autonomia pedagógica de cada instituição. Também permite destinar parte das compras de livros a essa produção, observados os critérios de seleção e a participação dos conselhos competentes. A medida abre uma possibilidade de aquisição; não representa, por si só, uma compra já realizada.
Essa atuação se insere num debate mais amplo sobre quem participa das decisões culturais em Goiânia. Em setembro de 2025, a Comissão de Cultura, presidida por Fabrício, reuniu artistas, produtores, trabalhadores, Pontos de Cultura e representantes do poder público. Financiamento, representação e fortalecimento das políticas municipais estiveram entre as demandas levadas à Câmara.
Na literatura, o resultado legislativo chegou com a sanção de junho. O passo seguinte é fazer as diretrizes chegarem aos acervos e à programação da cidade. Para quem escreve e para quem lê, é nessa passagem da lei para o cotidiano que a política poderá ampliar encontros e fazer circular mais histórias de Goiás.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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