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Direitos humanos ·

Segurança das mulheres precisa entrar no caminho do ônibus

Proposta de Fabrício para criar Linha Lilás e espaços de proteção levou o tema à Câmara; comissão aprovou voto pelo arquivamento em novembro de 2025.

Fabrício viaja em pé dentro de um ônibus, segurando uma alça de apoio.
Fabrício em ação de escuta no transporte coletivo, em registro de arquivo de novembro de 2025. Imagem: acervo do mandato.

Ir ao trabalho, estudar e voltar para casa com segurança deveria fazer parte da rotina de quem utiliza o transporte público. Em dezembro de 2024, Fabrício Rosa levou essa preocupação à Câmara de Goiânia com o Projeto de Lei 356/2024, que propunha a Linha Lilás e o Espaço Lilás para mulheres no sistema coletivo.

O texto previa ônibus destinados às usuárias nos horários de maior movimento, especialmente no início da manhã e no fim da tarde. As rotas seriam definidas a partir de estudos técnicos e de audiências públicas, com atenção à demanda e à vulnerabilidade das passageiras.

Além da linha, a proposta previa espaços específicos em terminais e em outros modais cuja estrutura permitisse a implantação. Entre as medidas de segurança estavam câmeras e botões de emergência. O projeto também indicava preferência por motoristas e cobradoras mulheres e campanhas de conscientização.

A intenção era discutir proteção a partir da experiência de quem depende do ônibus. Para chegar à prática, porém, a iniciativa precisava superar a análise de competência e de organização do serviço. O texto autorizava o Executivo a criar a estrutura e previa parcerias com a concessionária para viabilizá-la.

Em 26 de novembro de 2025, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação analisou a proposta. A relatora Kátia se manifestou favoravelmente. A maioria, no entanto, aprovou o voto em separado de Pedro Azulão Jr. pelo arquivamento, com voto contrário de Daniela da Gilka. A ata registra que a Procuradoria havia apontado interferência em competências privativas do prefeito.

Esse é o desfecho da análise na comissão, e não o lançamento de um novo serviço de transporte. A Linha Lilás proposta por Fabrício não foi implantada por esse projeto. A consulta pública mantém o processo na Diretoria Legislativa, com o registro da decisão e da notificação ao autor.

A segurança das mulheres foi a prioridade que Fabrício levou à discussão sobre o transporte. O texto propunha estudo, escuta pública e medidas de proteção no trajeto cotidiano. Com a decisão contrária na comissão, esse caminho legislativo não resultou na criação da Linha Lilás.

Por Equipe do site Fabrício Rosa

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