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Fiscalização ·

Limpa Gyn: Fabrício cobrou mais tempo e controle sobre o contrato

Como suplente da CEI, vereador defendeu aprofundar a investigação; comissão encerrou os trabalhos com recomendações e sem apontar desvio de recursos.

Integrantes da comissão se reúnem em torno de mesa na Câmara Municipal.
Reunião da CEI da Limpa Gyn, em imagem publicada no encerramento dos trabalhos, em dezembro de 2025. Foto: Fabiano Araújo/Câmara Municipal de Goiânia.

Quanto a cidade paga pela limpeza e como confere o serviço recebido? A pergunta esteve no centro da Comissão Especial de Inquérito da Limpa Gyn, encerrada na Câmara de Goiânia em dezembro de 2025. Fabrício Rosa, suplente da comissão, defendeu que a investigação continuasse por mais 120 dias para aprofundar pontos que considerava pendentes.

A posição aparece no registro oficial da reunião final. O pedido de prorrogação foi rejeitado pela maioria. Fabrício também apresentou um relatório alternativo, enquanto a comissão aprovou, por unanimidade, o texto do relator Willian Veloso. A conclusão oficial não apontou desvio de recursos nem elementos que justificassem medidas judiciais contra o consórcio.

Isso não significou ausência de problemas na prestação do serviço. O relatório recomendou aperfeiçoar a pesagem, revisar medições e pagamentos, fortalecer a fiscalização e dar publicidade a informações sobre a operação. O debate envolvia uma diferença concreta: medir resíduos por estimativa de volume ou conferir a massa efetivamente recolhida.

Na manifestação divulgada após o encerramento, Fabrício destacou justamente a necessidade de controle preciso da pesagem e de fiscalização do aterro. Sua cobrança era para que o município tivesse instrumentos capazes de demonstrar o serviço realizado e os valores correspondentes. A crítica ao alcance da investigação deve ser entendida nesse contexto, sem transformar suspeitas em condenações.

A vereadora Aava Santiago também cobrou consequências práticas para as falhas identificadas. Na reunião de 22 de dezembro, apresentou um ofício solicitando prazos e informações sobre pagamentos. Segundo a notícia de seu gabinete, o objetivo era incluir medidas de correção no relatório; o documento acabou anexado à ata após a aprovação do texto.

O encerramento da comissão reuniu concordância na votação do relatório e divergências sobre o alcance da investigação. Fabrício cobrou mais tempo; Aava pediu prazos para correções. A conclusão aprovada não apontou crimes do consórcio e deixou recomendações para o controle do serviço.

O relatório encerrou a CEI em dezembro de 2025. Ficaram recomendações para conferir a pesagem, revisar pagamentos e fortalecer a fiscalização do contrato — questões que Fabrício cobrou durante a investigação.

Por Equipe do site Fabrício Rosa

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