Meio ambiente ·
Mobilização pelo Lago das Rosas chega à proteção judicial
Fabrício acionou o Ministério Público; decisão de maio suspendeu cortes ligados ao projeto de revitalização.

Os moradores que se mobilizaram pelo Lago das Rosas queriam melhorias no parque. A divergência estava em como realizá-las sem perder árvores saudáveis nem decidir sobre o espaço sem ouvir quem o frequenta. Em maio de 2026, essa defesa reuniu organização comunitária, fiscalização de Fabrício Rosa e uma decisão judicial que interrompeu intervenções ligadas ao projeto de revitalização.
A previsão de retirada de 48 árvores acendeu o debate. A Associação do Lago das Rosas cobrava reformas havia anos, mas contestou a falta de diálogo sobre os cortes. Segundo relato de Lilia Monteiro ao jornal O Hoje, os moradores buscavam uma nova avaliação e um comitê técnico com participação da comunidade. A preocupação distinguia exemplares saudáveis daqueles cuja remoção fosse tecnicamente necessária.
Fabrício levou questionamentos ao Ministério Público em 18 de maio. No ofício, apontou a ausência de parecer da Secretaria de Planejamento e pediu fundamentação individual para as remoções. No dia 24, moradores se reuniram em protesto no parque. A Agência Municipal do Meio Ambiente interrompeu os cortes enquanto o debate prosseguia; a prefeitura defendia a substituição de exemplares com base em avaliação técnica.
Em 27 de maio, o caso ganhou proteção judicial. A pedido do Ministério Público de Goiás, a Justiça determinou a suspensão de cortes, podas e retiradas vinculados à revitalização e ao Pet Place, área de lazer para animais prevista na intervenção. O Ministério Público apontou que a autorização alcançava também árvores saudáveis e mudas, cuja retirada abriria espaço para a obra.
A decisão exigiu da prefeitura e da agência ambiental o processo administrativo completo e laudos individualizados. Era uma medida cautelar: protegia o parque diante do risco de dano irreversível enquanto a intervenção passava por exame mais cuidadoso. Não se tratava de uma sentença definitiva sobre todo o projeto.
A sequência daquele mês mostra a força de uma demanda coletiva quando encontra canais de fiscalização e defesa ambiental. Os moradores deram visibilidade ao problema; o mandato cobrou explicações; o Ministério Público buscou a proteção concedida pela Justiça. O resultado documentado de maio foi uma pausa nos cortes ligados à obra e a exigência de informações para decidir sobre o futuro das árvores.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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