Direitos humanos ·
Julho das Pretas: por reparação e bem viver
Homenagem de Fabrício valorizou trajetórias de mulheres negras; atuação também inclui reconhecimento legal do Grupo Malunga.

As mulheres negras que constroem a vida de Goiânia levaram suas trajetórias à Câmara em 13 de julho de 2026. Na sessão organizada pelo mandato de Fabrício Rosa, a homenagem teve um tema que ultrapassava a entrega de diplomas: Por Reparação e Bem Viver. O reconhecimento público colocou em evidência histórias de organização, trabalho e defesa de direitos.
O encontro integrou o Julho das Pretas e fez referência ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho. Na apresentação da iniciativa, Fabrício defendeu o reconhecimento do protagonismo e da liderança de mulheres cujo trabalho muitas vezes não recebe a mesma visibilidade nos espaços públicos. A sessão reuniu homenageadas e participantes no Auditório Carlos Eurico.
Essa atuação também tem um resultado na legislação municipal. Em fevereiro de 2025, uma proposta de Fabrício tornou-se a Lei 11.337, que declarou de utilidade pública municipal o Grupo de Mulheres Negras Malunga. O reconhecimento alcançou uma organização que já vinha construindo sua própria história, muito antes da iniciativa parlamentar.
O Malunga se apresenta como uma organização feminista, sem fins lucrativos, com mais de duas décadas de atuação em Goiânia. Seu trabalho inclui palestras, oficinas, formações e assessorias. Nos registros que o próprio grupo mantém, aparecem encontros de autocuidado e cuidado ancestral, atividades de organização coletiva e ações de escuta. São experiências que ajudam a dar conteúdo à ideia de bem viver, para além de uma expressão comemorativa.
A relação entre reconhecimento e organização coletiva também aparece na maneira como o grupo preserva sua memória. O Malunga reúne registros das atividades e produziu material documental sobre sua trajetória e sua participação na Marcha das Mulheres Negras. A narrativa é construída pelas próprias mulheres, com espaço para contar os caminhos percorridos e projetar o futuro.
Na homenagem de julho de 2026, a Câmara voltou a receber histórias de mulheres negras sob o lema da reparação e do bem viver. Ao reunir essa memória e valorizar suas protagonistas, o mandato deu visibilidade a uma contribuição que já existe na cidade. Reconhecê-la publicamente é também colocá-la no debate sobre quem participa das decisões e quais experiências orientam as políticas públicas.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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