Cultura ·
Cultura de matriz africana tem lugar no orçamento da cidade
Emenda de Fabrício reservou R$ 50 mil para uma roda de samba contra a intolerância religiosa, reconhecendo o trabalho cultural do Instituto Fará Imorá Odé.

Preservar a cultura afro-brasileira é garantir condições para que ela continue sendo feita. Oficinas, encontros e apresentações dependem do trabalho de comunidades que mantêm saberes vivos. O Instituto Fará Imorá Odé está entre as organizações contempladas por emendas de Fabrício Rosa ao orçamento de Goiânia de 2025.
A emenda 9.25 reservou R$ 50 mil para uma roda de samba de enfrentamento à intolerância religiosa. A destinação consta da lei orçamentária publicada em janeiro daquele ano. É uma escolha de apoio à produção cultural da entidade; a aplicação do recurso depende das etapas de execução e prestação de contas.
O portfólio do instituto mostra uma trajetória que passa por escolas, formação e espaços de convivência. No Projeto Odú, realizado em Goiânia em 2024, a organização relata formação antirracista para professores da rede pública e oficinas de tranças, culinária e percussão com estudantes e comunidade escolar, além de um curso de história do candomblé.
Outro registro do acervo, o Projeto Xirê, apresenta ações com grupos de hip-hop, capoeira e comunidades de matriz africana. São iniciativas da própria instituição, anteriores à emenda de 2025. A diversidade das atividades ajuda a compreender a atuação cultural do Fará Imorá para além de um único evento.
O Samba no Terreiro faz parte dessa construção. Com primeira edição em 2017, o encontro reúne música, gastronomia e convivência. Nas fotografias do portfólio, músicos e público compartilham o espaço da celebração. A cultura aparece como prática coletiva, mantida por quem organiza, toca, recebe e participa.
Esse trabalho também está registrado no livro Olhares sobre a cultura afro-brasileira em Goiânia. O levantamento apresenta oficinas de percussão e estudos sobre religiões afro-brasileiras ligados ao Fará Imorá Odé. Registra ainda o Bloco do Caçador, criado em 2016 e apresentado em cortejo no Carnaval da Cidade de Goiás em 2017, articulando música e dança contra o preconceito racial e religioso.
A trajetória da comunidade tem autoria própria. O papel de Fabrício, nesse registro do orçamento, foi destinar apoio a uma iniciativa de samba contra a intolerância. A emenda reconhece que as expressões de matriz africana fazem parte da cidade e devem ter lugar nas escolhas de investimento público.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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