Cultura ·
DIGO ganha lugar no calendário de Goiânia
Lei de Fabrício reconhece o festival que abre as telas para histórias da diversidade sexual e de gênero.

Ter as próprias histórias nas telas também é uma forma de pertencer à cidade. Em Goiânia, o Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás, o DIGO, conquistou reconhecimento na legislação municipal. A proposta de Fabrício Rosa tornou-se a Lei 11.643, sancionada em 8 de junho de 2026, e incluiu o evento no calendário oficial da capital.
O festival começou em 2015 e construiu seu espaço com audiovisual independente e encontros em torno da diversidade. Sua trajetória ajuda a explicar o significado da conquista: antes de chegar à lei, já havia uma iniciativa cultural reunindo realizadores e público. O reconhecimento municipal veio somar-se a esse trabalho, feito por quem manteve o DIGO em atividade. Além da exibição de filmes, a proposta cultural inclui formação e intercâmbio entre artistas, aproximando o audiovisual do debate sobre igualdade e direitos.
O projeto de Fabrício, apresentado em 2024, foi aprovado em definitivo pela Câmara em 20 de maio de 2026. Na ocasião, Cristiano Sousa, diretor do festival, relacionou a decisão ao direito de ocupar a cidade com segurança e ao reconhecimento da contribuição cultural e econômica do evento. Para a organização, o avanço tinha um sentido de dignidade que ultrapassava a inclusão de uma data.
A sanção consolidou o passo seguinte. A lei estabelece junho como mês de realização anual do DIGO e permite ao Executivo apoiar o festival por parcerias, patrocínios e outras formas de colaboração. Essa autorização cria uma possibilidade de apoio institucional; a norma não fixa um repasse automático nem substitui os instrumentos necessários para cada parceria.
Ao defender a proposta, Fabrício vinculou o cinema à promoção do respeito e dos direitos humanos. É uma escolha política que reconhece a diversidade como parte da vida cultural de Goiânia e valoriza o trabalho de quem produz essas narrativas. O festival deixa de depender apenas de seu reconhecimento pelo público para também ter um lugar expresso no calendário municipal.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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