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Fiscalização ·

Vaga em creche precisa chegar onde as famílias vivem

Fabrício cobrou planejamento por região; fiscalização do TCMGO aponta que a distribuição das vagas continua sendo um desafio em Goiânia.

Fachada da Escola Municipal de Educação das Infâncias Manoel José de Oliveira, em Goiânia
Imagem ilustrativa da rede municipal, publicada pelo TCMGO em maio de 2026. Foto: divulgação / TCMGO.

Uma vaga disponível em uma parte de Goiânia não resolve, por si só, a espera de uma criança em outra região. Essa diferença está no centro da cobrança de Fabrício Rosa sobre a educação infantil: a expansão precisa considerar onde as famílias vivem. Em agosto de 2026, um novo levantamento do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás voltou a colocar as desigualdades territoriais entre as prioridades da fiscalização.

A atuação de Fabrício nessa discussão começou antes. Em 13 de janeiro de 2025, ele levou ao TCMGO uma representação sobre a compra de vagas na rede privada e apresentou uma notícia de fato ao Ministério Público de Goiás. O anúncio da Prefeitura previa contratar 2.750 vagas. O vereador cobrou estudos de impacto financeiro, critérios objetivos e metas de ampliação da rede pública, para que a resposta à fila viesse acompanhada de planejamento.

Entre os pedidos estava o levantamento da demanda por região. A preocupação era orientar a abertura de novas vagas a partir da realidade de cada parte da cidade e permitir que a política pudesse ser acompanhada. Fabrício também solicitou a suspensão de novas contratações até o atendimento das medidas que requereu e propôs um compromisso entre os órgãos públicos para garantir os direitos das crianças.

Em maio de 2026, o TCMGO divulgou conclusões técnicas sobre três frentes: aquisição de vagas privadas, expansão da rede municipal e reorganização das unidades existentes. Os auditores reconheceram a redução da fila geral, mas apontaram que a falta de vagas em creches continuava elevada nas periferias. Havia lugares disponíveis na pré-escola enquanto a procura por creches permanecia sem atendimento em outras áreas. O relatório também registrou queda nas matrículas.

A Prefeitura havia informado o fim do chamado déficit técnico. Para a equipe de auditoria, porém, a distribuição territorial mantinha o problema na prática. Outro ponto identificado foi a falta de contratos e da relação de beneficiários do Bolsa Creche no Portal da Transparência. A unidade técnica propôs regularização das informações, plano de ação e estudos geográficos da demanda.

O acompanhamento ganhou uma nova frente em agosto. O Tribunal anunciou um levantamento de infraestrutura em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, com visitas previstas a 75 unidades no conjunto dos três municípios. A seleção priorizou regiões com maior falta de vagas. O trabalho foi planejado para alcançar unidades municipais e instituições parceiras, examinando riscos estruturais e necessidades de investimento.

Da cobrança parlamentar aos levantamentos dos órgãos de controle, a discussão reúne acesso, localização e condições de atendimento. O compromisso defendido por Fabrício é fortalecer a rede pública com metas que possam ser acompanhadas. Para as famílias que aguardam, a resposta precisa aparecer na oferta concreta de educação infantil, perto de onde a vida acontece.

Por Equipe do site Fabrício Rosa

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