Fiscalização ·
Vaga em creche precisa chegar onde as famílias vivem
Fabrício cobrou planejamento por região; fiscalização do TCMGO aponta que a distribuição das vagas continua sendo um desafio em Goiânia.

Uma vaga disponível em uma parte de Goiânia não resolve, por si só, a espera de uma criança em outra região. Essa diferença está no centro da cobrança de Fabrício Rosa sobre a educação infantil: a expansão precisa considerar onde as famílias vivem. Em agosto de 2026, um novo levantamento do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás voltou a colocar as desigualdades territoriais entre as prioridades da fiscalização.
A atuação de Fabrício nessa discussão começou antes. Em 13 de janeiro de 2025, ele levou ao TCMGO uma representação sobre a compra de vagas na rede privada e apresentou uma notícia de fato ao Ministério Público de Goiás. O anúncio da Prefeitura previa contratar 2.750 vagas. O vereador cobrou estudos de impacto financeiro, critérios objetivos e metas de ampliação da rede pública, para que a resposta à fila viesse acompanhada de planejamento.
Entre os pedidos estava o levantamento da demanda por região. A preocupação era orientar a abertura de novas vagas a partir da realidade de cada parte da cidade e permitir que a política pudesse ser acompanhada. Fabrício também solicitou a suspensão de novas contratações até o atendimento das medidas que requereu e propôs um compromisso entre os órgãos públicos para garantir os direitos das crianças.
Em maio de 2026, o TCMGO divulgou conclusões técnicas sobre três frentes: aquisição de vagas privadas, expansão da rede municipal e reorganização das unidades existentes. Os auditores reconheceram a redução da fila geral, mas apontaram que a falta de vagas em creches continuava elevada nas periferias. Havia lugares disponíveis na pré-escola enquanto a procura por creches permanecia sem atendimento em outras áreas. O relatório também registrou queda nas matrículas.
A Prefeitura havia informado o fim do chamado déficit técnico. Para a equipe de auditoria, porém, a distribuição territorial mantinha o problema na prática. Outro ponto identificado foi a falta de contratos e da relação de beneficiários do Bolsa Creche no Portal da Transparência. A unidade técnica propôs regularização das informações, plano de ação e estudos geográficos da demanda.
O acompanhamento ganhou uma nova frente em agosto. O Tribunal anunciou um levantamento de infraestrutura em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, com visitas previstas a 75 unidades no conjunto dos três municípios. A seleção priorizou regiões com maior falta de vagas. O trabalho foi planejado para alcançar unidades municipais e instituições parceiras, examinando riscos estruturais e necessidades de investimento.
Da cobrança parlamentar aos levantamentos dos órgãos de controle, a discussão reúne acesso, localização e condições de atendimento. O compromisso defendido por Fabrício é fortalecer a rede pública com metas que possam ser acompanhadas. Para as famílias que aguardam, a resposta precisa aparecer na oferta concreta de educação infantil, perto de onde a vida acontece.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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