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Direitos humanos ·

Contra o ódio, escuta pública e proteção à democracia

Com apoio da ouvidoria conduzida por Fabrício, missão do CNDH ouviu a sociedade goiana e reuniu instituições para enfrentar a discriminação e o extremismo.

Público acompanha a audiência da missão do CNDH em auditório da Câmara de Goiânia
Audiência pública da missão do CNDH em Goiânia, em 25 de fevereiro de 2026. Foto: acervo do mandato.

Levar as experiências da população às instituições que podem agir. Esse foi um dos caminhos abertos pela missão do Conselho Nacional dos Direitos Humanos em Goiânia, entre 23 e 25 de fevereiro de 2026. A agenda reuniu escuta social, debate acadêmico e diálogo com o sistema de Justiça para enfrentar o discurso de ódio, o extremismo e o neonazismo.

A Ouvidoria Especial de Combate a Crimes Raciais e de Intolerância da Câmara, conduzida por Fabrício Rosa, apoiou a missão ao lado do Conselho Estadual de Direitos Humanos e do Movimento Nacional de Direitos Humanos. A relatoria do CNDH coordenou os trabalhos, com participação da presidente do conselho, Ivana Leal, e do relator especial Carlos Nicodemos.

Na apresentação da agenda, Fabrício destacou a oportunidade “para que a sociedade civil goiana seja ouvida”. O sentido da iniciativa era aproximar os relatos locais das instâncias nacionais e contribuir para políticas públicas de proteção. A programação incluiu diálogo com representantes de religiões de matriz africana e uma audiência aberta na Câmara Municipal.

O Núcleo de Direitos Humanos da UFG acompanhou as atividades e registrou a realização da audiência no dia 25. No seminário da véspera, na PUC Goiás, pesquisadores chamaram atenção para a misoginia, a LGBTfobia e a intolerância religiosa no estado. Também defenderam uma rede de apoio que aproximasse universidades, polícias, sistema de Justiça e sociedade civil.

A escuta pública integrou um trabalho mais amplo de articulação. Em reunião institucional no dia 24, o Ministério Público Federal e outros órgãos discutiram dificuldades para identificar e encaminhar denúncias. A procuradora da República Mariane Mello defendeu ferramentas nacionais e orientações técnicas que ajudem a reconhecer os casos e direcioná-los às instituições competentes.

Segundo o MPF, a procuradora também propôs parcerias para ampliar a inclusão digital de populações vulnerabilizadas. A preocupação alcança uma barreira concreta: a existência de um canal de denúncia só se transforma em acesso quando as pessoas conseguem conhecê-lo, utilizá-lo e receber o encaminhamento adequado.

A UFG informou que os dados recolhidos em Goiás seriam incorporados ao Relatório Nacional de Enfrentamento ao Discurso de Ódio, Extremismo e Neonazismo. O trabalho foi apresentado como base para recomendações aos governos e para o fortalecimento da proteção institucional.

Ao apoiar a missão, Fabrício somou o espaço da ouvidoria a uma construção coletiva. A audiência abriu lugar para a sociedade falar, enquanto a articulação entre órgãos levou ao debate a responsabilidade de responder. É nessa ligação entre escuta e ação pública que a defesa da democracia encontra uma tarefa cotidiana: proteger as pessoas para que possam viver, participar e ser respeitadas.

Por Equipe do site Fabrício Rosa

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