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Cultura ·

Cinema de portas abertas para outras histórias

Parceria de R$ 50 mil, vinculada à emenda de Fabrício, prevê sessões gratuitas e estrutura para grupos culturais no Instituto Bacae.

Artistas se apresentam em grupo em um espaço aberto no lançamento do Instituto Bacae.
Apresentação no lançamento do Instituto Bacae, em 2015. Imagem de arquivo; não retrata as sessões previstas no termo de 2025. Foto: acervo Instituto Bacae.

Um filme precisa encontrar seu público. Para quem produz de forma independente, ter onde exibir a obra faz parte do caminho entre criar uma história e colocá-la em circulação. Foi para apoiar esse encontro que o orçamento de Goiânia de 2025 recebeu uma emenda de Fabrício Rosa destinada ao Instituto Bacae.

A emenda 9.38 reservou R$ 50 mil para a iniciativa. Em setembro, a parceria ganhou forma no Termo de Fomento 100/2025, firmado pela Prefeitura com o instituto. O objeto inclui exibições gratuitas de filmes de produtores independentes e cessão de estrutura física para grupos com atuação cultural e social.

A parceria foi publicada em 23 de setembro de 2025, com vigência prevista de quatro meses. Ela formaliza o apoio ao cinema independente e aos espaços de produção cultural. A realização das sessões, o público alcançado e a aplicação dos recursos são resultados que devem constar dos registros de execução e da prestação de contas.

O Bacae tem uma história própria, que começa antes dessa parceria. Ingrid Costa, bailarina e presidente da entidade, conta que o instituto foi lançado em julho de 2015, em homenagem a Cláudio Miranda Marinho Júnior, seu companheiro, que morreu no ano anterior. A iniciativa reúne projetos ligados à dança e aos jogos, com cursos, encontros, debates e oficinas.

O nome também guarda uma lembrança de família. Bacae era a maneira como Cláudio chamava o pai quando criança e já identificava o estúdio criado pelo casal. Ao dar continuidade a esse nome, Ingrid organizou um espaço para projetos culturais e para a realização de sonhos que os dois compartilhavam.

Na parceria de 2025, essa trajetória encontra uma finalidade pública específica: oferecer acesso gratuito ao cinema independente e apoiar a estrutura de grupos culturais. O papel do mandato está na destinação da emenda. O trabalho artístico, a organização das atividades e a história do instituto pertencem a quem constrói esse espaço.

Por Equipe do site Fabrício Rosa

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