Direitos humanos ·
A cidade também é território indígena
Encontro de Fabrício reconheceu a presença dos povos indígenas em Goiânia e levou à Câmara a defesa de uma política municipal específica.

Viver na cidade não apaga uma identidade nem encerra uma história coletiva. Essa ideia esteve no centro da homenagem “A Cidade Também É Nosso Território”, realizada por iniciativa de Fabrício Rosa na Câmara de Goiânia em 5 de maio de 2026. O encontro reconheceu trajetórias de luta e defesa dos direitos indígenas, com entrega de diplomas de honra ao mérito.
A proposta de reconhecimento veio acompanhada de uma questão política: como a cidade acolhe os povos indígenas que vivem em seu território? Na apresentação da sessão, o mandato defendeu uma política municipal específica para essa população.
Esse diálogo já havia ocupado a Câmara em outro contexto. Em 6 de novembro de 2024, Fabrício articulou a recepção de um grupo do povo Waujá, do Território Indígena do Xingu, em Mato Grosso. Os visitantes fizeram apresentações de canto e dança no saguão, responderam a perguntas e compartilharam a importância da união para sua comunidade.
A visita integrou o evento Presença Originária na UFG, organizado com participação do Grupo de Pesquisa Corpo, Cultura e Consumo da Faculdade de Artes Visuais. Universidade, espaços públicos e Legislativo se encontraram numa experiência de intercâmbio cultural. Eram visitantes do Xingu, com sua própria trajetória, recebidos para apresentar seus conhecimentos e dialogar com a cidade.
Naquele encontro, Fabrício afirmou: “A Casa é de vocês”. Defendeu respeito às tradições e colocou o mandato à disposição do povo Waujá. A aproximação reconhecia os participantes como interlocutores, capazes de falar por sua cultura e por suas demandas, em vez de figurarem apenas numa celebração feita sobre eles.
Em maio de 2026, a homenagem trouxe novamente ao Legislativo o reconhecimento das identidades indígenas, agora com foco explícito no contexto urbano. A política municipal foi apresentada como uma proposta a construir. O resultado do encontro esteve no reconhecimento público das trajetórias e na afirmação de uma agenda: a presença indígena precisa ser considerada nas escolhas que organizam a vida da cidade.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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