Direitos humanos ·
Césio-137: a memória pertence a quem viveu
Com apoio de Fabrício, associação levou a escuta ao antigo ferro-velho. O vereador também apresentou propostas de isenção de IPTU e gratuidade no transporte.

A história do Césio-137 continua sendo contada por quem a viveu. Em 30 de abril de 2026, uma audiência pública levou essa escuta ao local onde funcionou o ferro-velho de Devair Alves Ferreira, no Setor Aeroporto, em Goiânia. A Associação das Vítimas do Césio-137 conduziu a iniciativa, com agendamento e apoio do vereador Fabrício Rosa.
O encontro recebeu o nome de A Verdade que a Netflix Não Te Contou sobre a Tragédia do Césio-137. A proposta era abrir espaço às histórias de sobreviventes e familiares, em um momento de interesse renovado pelo episódio. Ao ar livre, participantes se reuniram diante de uma tela de projeção. A memória ganhou lugar no próprio espaço marcado pela tragédia.
Ao anunciar a audiência, Fabrício resumiu o sentido que atribuía à iniciativa: “Um momento de escuta, respeito e memória”. O apoio parlamentar se somou à organização da associação, que colocou as experiências das pessoas atingidas no centro da conversa sobre a cidade e sua história.
No mesmo dia, Fabrício apresentou à Câmara um projeto de lei complementar para instituir isenção de IPTU aos radioacidentados do Césio-137. A medida propõe alterar o Código Tributário de Goiânia. Em 7 de maio, ele apresentou outra proposta, que autoriza o Executivo a instituir gratuidade no transporte coletivo para radioacidentados residentes na capital, no âmbito da RMTC e da CMTC.
As duas iniciativas levam a discussão da reparação a despesas e deslocamentos do cotidiano, além dos atos de homenagem. A isenção tributária e a gratuidade foram propostas ao Legislativo como medidas para ampliar a proteção municipal às pessoas atingidas.
A preservação dessa história também mobilizou outros agentes. Em agosto de 2026, a Lei 11.692 instituiu o Memorial e Museu Césio-137, a partir de projeto do vereador Lucas Kitão. A legislação prevê um espaço para homenagear vítimas, preservar a memória e promover a conscientização, a ser implantado em área pública definida pelo Executivo.
A audiência organizada pela associação e as propostas apresentadas por Fabrício compõem caminhos diferentes de uma mesma discussão: como Goiânia reconhece as pessoas atingidas. A escuta devolve lugar às suas histórias; as iniciativas legislativas colocam medidas de reparação em debate. A memória do Césio exige espaço na cidade e atenção às vidas que continuaram depois de 1987.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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