Cultura ·
Casa de Nazaré: reconhecimento para o teatro goianiense
Lei de autoria de Fabrício reconheceu a utilidade pública da associação cultural. A história reúne produção teatral, formação e projetos de circulação gratuita.

Antes de um espetáculo chegar ao público, há ensaios, pesquisa, oficinas e pessoas que sustentam o trabalho artístico. É essa construção que ajuda a contar a história da Associação Cultural Casa de Nazaré, reconhecida como de utilidade pública em Goiânia por uma lei de autoria de Fabrício Rosa.
A Lei 11.424 foi sancionada em 13 de junho de 2025. A proposta havia sido aprovada em segunda votação pela Câmara no mês anterior. O reconhecimento municipal alcançou uma associação dedicada à produção teatral e a atividades culturais, educativas e sociais, sediada no Parque das Laranjeiras.
Na justificativa do projeto, Fabrício destacou o trabalho da entidade com espetáculos, oficinas e acesso à arte. Relacionou essa atuação à cultura de paz, aos direitos humanos e à cidadania. O apoio parlamentar reconheceu uma trajetória que já vinha sendo construída por artistas e parceiros da associação.
O relatório de atividades de 2023 e 2024 apresentado pela Casa de Nazaré registra apresentações de No Fundo do Poço, Avessos e Mundo Cerrado, além de oficinas e encontros comunitários. A entidade descreve circulação em teatros e festivais e atividades em Goiânia e em outras cidades, aproximando diferentes públicos da produção cultural.
O relatório conta ainda sobre encontros com garis no Parque das Laranjeiras, com conversas sobre cultura e saúde e atividades físicas. A iniciativa levou a convivência para além das salas de espetáculo, em um trabalho de aproximação com pessoas que cuidam da cidade todos os dias.
Uma das parcerias dessa história é com o grupo Arte e Fatos, ligado à PUC Goiás. Em 2020, por exemplo, o Diário da Manhã anunciou a apresentação de No Fundo do Poço no Teatro Sesi, em realização conjunta do grupo e da Casa de Nazaré. O espetáculo, de Danilo Alencar, trabalhava temas sociais por meio da dramaturgia e de referências da cultura regional.
O acesso do público também aparece em um encaminhamento posterior. Em 9 de dezembro de 2025, o Município e a associação assinaram o Termo de Fomento 174/2025. Publicado no Diário Oficial do dia seguinte, o instrumento previu R$ 30 mil para a circulação de A Clara do Ovo, por meio de três apresentações gratuitas em Goiânia, com vigência de doze meses.
Ao propor o reconhecimento da Casa de Nazaré, Fabrício aproximou o mandato de quem produz cultura na cidade. A lei valoriza esse trabalho; a trajetória da associação mostra o que existe por trás dele. Artistas, formação e circulação fazem parte de uma mesma construção para que o teatro encontre mais pessoas e a cultura tenha lugar na vida de Goiânia.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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