Direitos humanos ·
Contra o assédio, Fabrício defende coragem para proteger
Na Câmara dos Deputados, o vereador cobrou enfrentamento ao machismo e apoio a quem denuncia. A PRF passou a estruturar ações de prevenção e acolhimento.

“Coragem verdadeira é estar ao lado daqueles que sofrem.” Com essa defesa, Fabrício Rosa participou do debate sobre assédio moral e sexual na Polícia Rodoviária Federal, na Câmara dos Deputados. Policial rodoviário federal e vereador de Goiânia, ele pediu que colegas se colocassem ao lado de quem enfrenta a violência.
A audiência ocorreu em 12 de julho de 2024, por iniciativa da deputada Erika Kokay, na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados.
Fabrício defendeu instrumentos de responsabilização e mudanças de postura entre os colegas. Relacionou o enfrentamento ao assédio ao combate às práticas machistas e às relações de poder que diminuem a voz das mulheres.
Fabrício também convocou colegas a rejeitar o machismo e a LGBTfobia.
A pauta teve desdobramentos institucionais posteriores. Em abril de 2026, a PRF informou que seu Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação estava organizado em cinco eixos: prevenção, acolhimento, denúncia, correição e governança. A instituição descreveu protocolos de orientação, registro e acompanhamento de casos, elaborados pela Coordenação-Geral de Direitos Humanos.
No dia 8 daquele mês, a Superintendência da PRF no Distrito Federal promoveu uma palestra na sede nacional, com apoio da coordenação. A atividade reuniu servidores e gestores e foi conduzida por Vládia Pompeu Silva, corregedora do Ministério de Portos e Aeroportos. Segundo o relato da PRF, a discussão tratou das relações profissionais e da construção de um ambiente baseado no respeito.
O tema também integra uma política mais ampla da administração federal. O programa coordenado pelo Ministério da Gestão prevê ações educativas, gestão humanizada e uma rede de acolhimento. Seus instrumentos de acompanhamento incluem relatórios anuais e a divulgação de informações públicas em painéis de ouvidoria e de apurações disciplinares.
As medidas são de responsabilidade das instituições que as elaboram e executam. Na audiência, Fabrício somou sua voz à cobrança por respostas. A coragem que defendeu tem esse sentido: apoio a quem denuncia e enfrentamento à violência no trabalho.
Por Equipe do site Fabrício Rosa
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